segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ser Mãe e Profissional

Hoje, estava lendo uma reportagem, aliás muito boa por sinal, na Revista Cláudia, sobre mulheres bem sucedidas profissionalmente, e o preconceito que elas enfrentaram por ser mulher, o que elas tiveram que fazer para chegar onde estão, e o reconhecimento profissional delas.
A reportagem em si, procurava dizer que as mulheres ainda enfrentam preconceitos profissionais como: ocupação de um mesmo cargo que os homens, mas o salário das mulheres são mais inferiores, na maioria dos casos, ou que mesmo sendo mais capacitada em ocupar um cargo que o homem, muitas vezes o homem é escolhido pra tal cargo, por eles terem mais disponibilidades, como viajar por exemplo, principalmente se essa mulher for mãe.
Mas o que eu quero mesmo comentar, é sobre esse assunto, ser mãe e uma profissional bem sucedida hoje. Eu passo por essa dificuldade atualmente, principalmente por que sou uma mulher separada, e não tenho meus pais e nem parentes próximo a mim, que podem me dar uma mãozinha na hora H.
Eu abri mão, por enquanto, de seguir uma carreira profissional, por causa dos meus filhos. Hoje eu tenho hora pra chegar em casa na hora do almoço, não me sobra tempo nem pra ir ao banco, por exemplo, tenho hora pra sair do trabalho, porque tenho que pegá-los na escola, a noite não posso nem estudar, porque tenho que fazer tarefa com eles, ao mesmo tempo fazer o jantar, colocá-los para tomar banho, colocá-los para dormir, e quando eu percebo, já é 23:00 h, e eu tenho que dormir para acordar no outro dia, e enfrentar tudo de novo. E detalhe, não tenho carro, dependo do namorado para ir pra qualquer lugar mais distante, e como ele tem moto, levo e busco os meninos na escola a pé. É complicado, mas chega no final do dia, me sinto cumpridora do meu dever.
Mas voltando à reportagem, hoje muitas mulheres abrem mão de trabalhar ou procurar uma promoção na empresa que trabalha, porque é mãe e precisa sim, de ter horários rígidos em casa, e de uma certa flexibilidade no trabalho, porque quando o filho adoece, só a mãe que serve para levá-los ao médico, para dar um banho frio para abaixar a febre, para dar o remédio com gosto amargo. Quando moramos com o pai da criança, e ele divide a responsabilidade da criação dos filhos conosco, vem a parte da culpa, deixar o filho pequeno com o pai para viajar uma semana a trabalho, é como se estivesse enfiando uma faca afiada no nosso coração.
E quando, no meu caso, a gente cria os filhos sozinhos, a condição piora mais ainda, não há excessões, você tem cuidar deles e só pode contar com você mesma.
É difícil, não é impossível, mas é bem mais difícil, por isso que nós mulheres acabamos adiando nossa vida profissional, adiando nossa promoção.
Mas muitas de nós já conseguimos mudar a visão de várias empresas, nessa mesma edição da revista, mostra um exemplo de mulheres que sofrem esse tipo de preconceito e por isso se juntaram e montaram a própria empresa, e nesta empresa há muitas flexibilidades para as mulheres que que são mães, como por exemplo, optar por trabalhar em casa em um período do dia.
Pois é, um dia essa será a realidade de todas as empresas, pelo menos as melhores.